E porque “já para a semana” já é ano novo…

“É já para a semana que a [Cicl]oficina do Oriente abre de novo. Não tem portas, nem paredes, apenas um espaço junto ao Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações em Lisboa, e só está aberta na primeira terça-feira de cada mês, todos os meses. Os mecânicos, são todos voluntários e não há máquina registadora, o pagamento é apenas um “muito obrigado””

Ouvir mais na reportagem que a TSF Bikes dedicou à Cicloficina do Oriente.

Um ano 2015 com cada vez mais coisas boas das que a bicicleta nos oferece!

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Bike to Work Day 2014 a Oriente…

Onze organizações do território das freguesias do Parque das Nações, Olivais e Marvila participaram no Bike to Work Day. Parabéns pelo exemplo! Duas delas foram as próprias Juntas de Freguesia do Parque das Nações e Olivais, que por sinal foram as únicas de toda a cidade a participar. Também participaram diversas empresas, uma escola e um instituto universitário.

Ver todos os participantes, e votar, aqui: https://www.facebook.com/LisboaENova/app_137541772984354 

Aqui ficam as fotos das organizações a Oriente de Lisboa:

ANA Aeroportos

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Bike to School Day 2014 – ANA Aeroportos

Colégio Pedro Arrupe

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Bike do work day 2014 – Colégio Pedro Arrupe

CTT

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Bike to School Day 2014 – CTT

ISEL

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Bike to work day 2014 – ISEL

Junta de Freguesia do Parque das Nações

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Bike to School Day 2014 – Junta de Freguesia do Parque das Nações

Junta de Freguesia dos Olivais

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Bike to School Day 2014 – Junta de Freguesia dos Olivais

NOS

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Bike to School Day 2014 – NOS

NOVABASE

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Bike to School Day 2014 – NOVABASE

PAVILHÃO DO CONHECIMENTO

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Bike to School Day 2014 – Pavilhão do Conhecimento

XEROX

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Bike to School Day 2014 – XEROX

ZEEV

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Bike to School Day 2014 – ZEEV

E agora que continuem pelo resto do ano 🙂

Para a praia: carro VS bicicleta

Nos dias de fim de semana com bom tempo, vai tudo para a praia. Às vezes, ao final do dia, depois de horas presos no trânsito, rogamos pragas por não termos ficado em casa ou queixamo-nos dos outros não terem nada melhor que fazer do que ir para a praia  de carro logo no dia em que também fomos!

Sendo um dado adquirido que se vai passar muito tempo a viajar para usufruir da bendita praia, temos duas opções. A primeira é passar esse tempo a remoer dentro de um carro… a segunda é fazer uma viagem que vale por si, e é divertida, saudável e amiga do ambiente e da cidade… de bicicleta e comboio ou barco!

Para a Costa ou para a Linha, chega-se bem à praia de bicicleta e comboio ou barco!

Este fim de semana passei pelas duas experiências.

No Sábado, fui com a família de carro para a Costa e perdemos três horas do dia fechados no carro.

No Domingo, as nossas respetivas mulheres estavam em outras paragens e eu, o Gonçalo Peres e os nossos filhos, fomos até à Linha. Do Parque das Nações ao Cais de Sodré em bicicleta, o resto em comboio. O Diego (5 anos) na sua bicicleta, os outros três nas cadeiras. Muito bom!

Nem sempre tudo são rosas. No regresso, os comboios vinham tão cheios que só conseguimos apanhar o comboio de regresso porque o apanhámos antes de Carcavelos – ao lado, uma marginal tão agradável mas muito pouco ciclável ainda não é uma alternativa viável para quem queira fazer a viagem sem ser de automóvel.

Contas feitas, perde-se um tempo semelhante em viagens, mas na segunda opção esse tempo pode mesmo ser passado de forma divertida e saudável. Hora ganhas, não perdidas! E a diferença de custos dá para comprar gelados para todos.



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“As bicicletas no parque”

O Marco Neves, atual Presidente da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, parceira desde a primeira hora da Cicloficina do Oriente, escreveu no seu blog Crónicas do Parque um simpático artigo sobre bicicletas no Parque das Nações e a Cicloficina do Oriente. Modesto como é, apesar de o vermos regularmente, nem nos referiu o seu artigo, que encontrámos agora por acaso. Replicamo-lo aqui, estendendo os créditos da realização da Cicloficina do Oriente também ao João Pimentel Ferreira, Nuno Gonçalves e Paulo Amaro, e convidando agora o Marco a enviar-nos uma foto da sua próxima deslocação em bicicleta para partilharmos mais um bom exemplo!

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As bicicletas no Parque

 

Quando achamos que o mundo devia ser diferente, o que podemos fazer? Temos duas hipóteses: reclamar, reclamar, reclamar, ou então fazer alguma coisa para irmos empurrando o mundo em direcção ao que achamos ser melhor.

Quando digo mundo, podia dizer cidadepaís — ou mesmo bairro.

Ora, apresento-vos um projecto que opta pela segunda opção: a Cicloficina do Oriente.

Os responsáveis pela Cicloficina do Oriente — Gonçalo Peres e João Bernardino — estão convencidos que o nosso bairro e a nossa cidade seriam muito melhores se mais gente usasse a bicicleta: acham que haveria menos trânsito, menos acidentes, mais exercício físico, mais encontros entre todos, mais espaço para as crianças nas ruas da nossa cidade.

Para divulgar esta ideia, têm de lutar contra muitas ideias falsas: que Lisboa é uma cidade com demasiadas colinas, que não podemos levar os filhos de bicicleta para a escola, que as bicicletas atrapalham os carros…

O que fazem? Dão o exemplo: mostram-se a andar de bicicleta. Explicam esta causa a quem os quer ouvir e esclarecem dúvidas. E, mais: gratuitamente, uma vez por mês, ajudam a reparar bicicletas e dão conselhos gratuitos, na já famosa Bike Mãozinhas, nas primeiras terças-feiras de cada mês.

Estão, claro, no Facebook. Colaboram voluntariamente com a Junta de Freguesia e com a Câmara Municipal. Participam nos trabalhos da Associação de Moradores. Organizam passeios e vão trazendo, pessoa a pessoa, os moradores do nosso bairro para esta causa: a causa da bicicleta e, consequentemente, da qualidade de vida.

Teriam outra opção? Sim, podiam ficar a um canto a reclamar, a dizer mal dos carros, sem nada fazer. Escolharem a opção que pode, de facto, mudar as coisas.

Contra ninguém, a favor de todos, vamos lá andar mais de bicicleta!”

Deslocar-se em bicicleta: Sinta-se mais seguro com o novo Código

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A segurança é o motivo que mais afasta as pessoas de se desocarem em bicleta na cidade. As alterações ao Código da Estrada estão do lado delas.

A nova lei (Lei n.º 72/2013 de 3 de Setembro) leva a cabo uma mudança de paradigma, ao distinguir os utilizadores vulneráveis – peões e utilizadores de bicicleta – e afirmando que estes devem ser alvo de especial atenção por quem conduz veículos. Na presença de utilizadores vulneráveis, os condutores devem agora moderar a velocidade e aumentar as distâncias de segurança (Art.º 1.º, Art.º 3.º, Art.º 11.º e Art.º 18.º).

Com esta pequena alteração, passa-se de uma visão algo retrógrada, em que a fragilidade e o dever de cuidado para com os utilizadores vulneráveis (incluindo crianças e idosos) não eram tidos em conta, para um novo paradigma que reconhece a especial responsabilidade de quem dirige veículos com elevado potencial destrutivo (mortífero) sobre a integridade de quem não se desloca na via pública com uma carapaça em seu redor.

No caso dos utilizadores de bicicleta, este princípio traduz-se em regras concretas. Na ultrapassagem a velocípedes, os condutores têm agora que ocupar a via de trânsito adjacente, abrandar especialmente a velocidade, e manter pelo menos 1,5 metros de distância lateral de segurança da bicicleta ultrapassada (Art.º 18.º e Art.º 38.º).

Até 2013, a única forma de um condutor cometer uma ilegalidade ao realizar uma ultrapassagem a um utilizador de bicicleta, era embater contra ele. Não existia uma distância de segurança que previsse erros de qualquer das partes ou a normal condução oscilante de uma bicicleta. Mais, se um condutor realizasse uma tangente à bicicleta e provocasse uma queda devido ao movimento do ar ou simplesmente um susto do ciclista, não era considerado responsável por isso. A partir de agora, é exigida uma distância mínima de segurança. Exija-a, quando circular de bicicleta, e pratique-a, quando circular de automóvel.

Também com esta nova Lei, já não é imperativo circular “o mais possível à direita”, devendo-se preservar das bermas ou passeios uma distância suficiente que permita evitar acidentes. (Art.º 13.º e 90.º)

Existem fortes razões para não circular encostado à direita, pois isso pode implicar diversos perigos, perigos esses perfeitamente evitáveis desde que se circule suficientemente ao centro da via. Circular encostado à direita diminui a visibilidade sobre os utilizadores de bicicleta, e diminui a sua própria visão sobre a envolvente, particularmente em cruzamentos, que são a situação mais geradora de acidentes. Circular demasiado à direita também sujeita os ciclistas a um dos acidentes mais comuns em meio urbano, o acidente por abertura de porta dos carros estacionados. “Convida” ainda os condutores de automóvel à ultrapassem do ciclista dentro da mesma via em que ele circula, o que é perigoso para o ciclista e, agora, ilegal. Finalmente, não possibilita ao ciclista reservar uma distância de segurança ao limite da via, que lhe dê margem de manobra para imprevistos ou erros. O novo Código da Estrada permite adotar uma condução segura no posicionamento na via. Para sua própria segurança, os utilizadores de bicicleta mais experientes tendiam a praticá-la, apesar da legislação anterior, circulando mais ao centro da via. Agora, todos têm a Lei do seu lado para escolher o posicionamento mais seguro.

Finalmente, passa a ser permitida a circulação de bicicletas a par (Art.º 90.º). Ao contrário de uma perceção comum, esta medida contribui não só para a segurança dos utilizadores de bicicleta, mas também para a conveniência dos utilizadores de automóvel. Em primeiro lugar, tendo em conta a obrigatoriedade de ocupar a via adjacente nas ultrapassagens, torna-se indiferente a quem ultrapassa se está a ultrapassar um ou dois ciclistas a par, já que a manobra de ultrapassagem é a mesma. Pelo contrário, a manobra de ultrapassagem de utilizadores de bicicleta a circular a par torna-se mais cómoda e segura, porque a distância longitudinal de ultrapassagem é menor do que se forem o mesmo número de ciclistas a circular na longitudinal. Outro motivo para a circulação a par é a necessidade de prever o acompanhamento, em segurança, de utilizadores menos experientes, como crianças. Quando se circula com uma criança, a forma mais fácil e segura de a acompanhar, comunicar com ela, e controlar os seus movimentos, é a circulação a par. Circular com o parceiro à frente, ou atrás, dificulta estas ações. Finalmente, a circulação a par é recomendável por uma questão de visibilidade: duas bicicletas a par são evidentemente mais visíveis do que uma só bicicleta. Neste aspeto, parece difícil de explicar a razão da existência da regra existente no novo Código de que a circulação a par não deve ocorrer em situações de fraca visibilidade – seria aparentemente recomendável o contrário. Seja como for, salvo situações excecionais em que a cortesia ou a segurança o justifiquem de facto, quando circular acompanhado(a) não hesite em o(a) beneficiar a si e aos utilizadores de automóvel circulando a par.

O novo Código da Estrada resolveu os principais problemas legais à circulação em segurança na estrada. A partir de agora, aproveite ao máximo!

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Publicado no jornal Notícias do Parque – NR. 75, Fev. 2014