Quanto é um metro e meio?

Um problema recorrente com a entrada em vigor do novo Código da Estrada (2014), é que a grande maioria dos automobilistas não tem a mínima noção de quanto é um metro e meio (1,5m), a distância mínima obrigatória que é necessário estabelecer quando se efetua uma ultrapassagem a um velocípede.

Tentaremos fazer pedagogia, esclarecendo que apesar das inverdades de muitos membros de instituições públicas que referem que é “relativo” ou que é apenas para “se ter uma noção”, referimos que para todos os efeitos um metro e meio, é um metro e meio.

Não é relativo, é um valor absoluto, e nada consta na Lei, que refira que a abordagem deve ser relativa ou abstrata. Todavia temos noção de que ninguém andará com uma fita métrica a fazer essas medições, assim tentaremos elucidar os automobilistas fazendo pedagogia.

Um metro e meio é mais ou menos, um adulto de braços abertos

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Um metro e meio é aproximadamente um duplo passo normal de caminhante

1,5mRespeite a distância de metro e meio ao efetuar uma ultrapassagem a um ciclista, de acordo com o n.º 3 do art.º 18.º do Código da Estrada.

Código da Estrada

Artigo 18.º
Distância entre veículos

3 – O condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 m, para evitar acidentes.
4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

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Bike Mãozinhas no Pavilhão do Conhecimento

Amanhã (25/07) a partir das 18h30 vamos fazer cicloficina nos 15 anos da Ciência Viva e inauguração da nova estação de bicicletas e estacionamento!

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Para a praia: carro VS bicicleta

Nos dias de fim de semana com bom tempo, vai tudo para a praia. Às vezes, ao final do dia, depois de horas presos no trânsito, rogamos pragas por não termos ficado em casa ou queixamo-nos dos outros não terem nada melhor que fazer do que ir para a praia  de carro logo no dia em que também fomos!

Sendo um dado adquirido que se vai passar muito tempo a viajar para usufruir da bendita praia, temos duas opções. A primeira é passar esse tempo a remoer dentro de um carro… a segunda é fazer uma viagem que vale por si, e é divertida, saudável e amiga do ambiente e da cidade… de bicicleta e comboio ou barco!

Para a Costa ou para a Linha, chega-se bem à praia de bicicleta e comboio ou barco!

Este fim de semana passei pelas duas experiências.

No Sábado, fui com a família de carro para a Costa e perdemos três horas do dia fechados no carro.

No Domingo, as nossas respetivas mulheres estavam em outras paragens e eu, o Gonçalo Peres e os nossos filhos, fomos até à Linha. Do Parque das Nações ao Cais de Sodré em bicicleta, o resto em comboio. O Diego (5 anos) na sua bicicleta, os outros três nas cadeiras. Muito bom!

Nem sempre tudo são rosas. No regresso, os comboios vinham tão cheios que só conseguimos apanhar o comboio de regresso porque o apanhámos antes de Carcavelos – ao lado, uma marginal tão agradável mas muito pouco ciclável ainda não é uma alternativa viável para quem queira fazer a viagem sem ser de automóvel.

Contas feitas, perde-se um tempo semelhante em viagens, mas na segunda opção esse tempo pode mesmo ser passado de forma divertida e saudável. Hora ganhas, não perdidas! E a diferença de custos dá para comprar gelados para todos.



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Deslocar-se em bicicleta: Sinta-se mais seguro com o novo Código

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A segurança é o motivo que mais afasta as pessoas de se desocarem em bicleta na cidade. As alterações ao Código da Estrada estão do lado delas.

A nova lei (Lei n.º 72/2013 de 3 de Setembro) leva a cabo uma mudança de paradigma, ao distinguir os utilizadores vulneráveis – peões e utilizadores de bicicleta – e afirmando que estes devem ser alvo de especial atenção por quem conduz veículos. Na presença de utilizadores vulneráveis, os condutores devem agora moderar a velocidade e aumentar as distâncias de segurança (Art.º 1.º, Art.º 3.º, Art.º 11.º e Art.º 18.º).

Com esta pequena alteração, passa-se de uma visão algo retrógrada, em que a fragilidade e o dever de cuidado para com os utilizadores vulneráveis (incluindo crianças e idosos) não eram tidos em conta, para um novo paradigma que reconhece a especial responsabilidade de quem dirige veículos com elevado potencial destrutivo (mortífero) sobre a integridade de quem não se desloca na via pública com uma carapaça em seu redor.

No caso dos utilizadores de bicicleta, este princípio traduz-se em regras concretas. Na ultrapassagem a velocípedes, os condutores têm agora que ocupar a via de trânsito adjacente, abrandar especialmente a velocidade, e manter pelo menos 1,5 metros de distância lateral de segurança da bicicleta ultrapassada (Art.º 18.º e Art.º 38.º).

Até 2013, a única forma de um condutor cometer uma ilegalidade ao realizar uma ultrapassagem a um utilizador de bicicleta, era embater contra ele. Não existia uma distância de segurança que previsse erros de qualquer das partes ou a normal condução oscilante de uma bicicleta. Mais, se um condutor realizasse uma tangente à bicicleta e provocasse uma queda devido ao movimento do ar ou simplesmente um susto do ciclista, não era considerado responsável por isso. A partir de agora, é exigida uma distância mínima de segurança. Exija-a, quando circular de bicicleta, e pratique-a, quando circular de automóvel.

Também com esta nova Lei, já não é imperativo circular “o mais possível à direita”, devendo-se preservar das bermas ou passeios uma distância suficiente que permita evitar acidentes. (Art.º 13.º e 90.º)

Existem fortes razões para não circular encostado à direita, pois isso pode implicar diversos perigos, perigos esses perfeitamente evitáveis desde que se circule suficientemente ao centro da via. Circular encostado à direita diminui a visibilidade sobre os utilizadores de bicicleta, e diminui a sua própria visão sobre a envolvente, particularmente em cruzamentos, que são a situação mais geradora de acidentes. Circular demasiado à direita também sujeita os ciclistas a um dos acidentes mais comuns em meio urbano, o acidente por abertura de porta dos carros estacionados. “Convida” ainda os condutores de automóvel à ultrapassem do ciclista dentro da mesma via em que ele circula, o que é perigoso para o ciclista e, agora, ilegal. Finalmente, não possibilita ao ciclista reservar uma distância de segurança ao limite da via, que lhe dê margem de manobra para imprevistos ou erros. O novo Código da Estrada permite adotar uma condução segura no posicionamento na via. Para sua própria segurança, os utilizadores de bicicleta mais experientes tendiam a praticá-la, apesar da legislação anterior, circulando mais ao centro da via. Agora, todos têm a Lei do seu lado para escolher o posicionamento mais seguro.

Finalmente, passa a ser permitida a circulação de bicicletas a par (Art.º 90.º). Ao contrário de uma perceção comum, esta medida contribui não só para a segurança dos utilizadores de bicicleta, mas também para a conveniência dos utilizadores de automóvel. Em primeiro lugar, tendo em conta a obrigatoriedade de ocupar a via adjacente nas ultrapassagens, torna-se indiferente a quem ultrapassa se está a ultrapassar um ou dois ciclistas a par, já que a manobra de ultrapassagem é a mesma. Pelo contrário, a manobra de ultrapassagem de utilizadores de bicicleta a circular a par torna-se mais cómoda e segura, porque a distância longitudinal de ultrapassagem é menor do que se forem o mesmo número de ciclistas a circular na longitudinal. Outro motivo para a circulação a par é a necessidade de prever o acompanhamento, em segurança, de utilizadores menos experientes, como crianças. Quando se circula com uma criança, a forma mais fácil e segura de a acompanhar, comunicar com ela, e controlar os seus movimentos, é a circulação a par. Circular com o parceiro à frente, ou atrás, dificulta estas ações. Finalmente, a circulação a par é recomendável por uma questão de visibilidade: duas bicicletas a par são evidentemente mais visíveis do que uma só bicicleta. Neste aspeto, parece difícil de explicar a razão da existência da regra existente no novo Código de que a circulação a par não deve ocorrer em situações de fraca visibilidade – seria aparentemente recomendável o contrário. Seja como for, salvo situações excecionais em que a cortesia ou a segurança o justifiquem de facto, quando circular acompanhado(a) não hesite em o(a) beneficiar a si e aos utilizadores de automóvel circulando a par.

O novo Código da Estrada resolveu os principais problemas legais à circulação em segurança na estrada. A partir de agora, aproveite ao máximo!

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Publicado no jornal Notícias do Parque – NR. 75, Fev. 2014

Mãozinhas Amaro em Entrevista

“Demoro cerca de 40 minutos a percorrer este trajeto, sem stresse. No regresso, como não tenho que cumprir horários, faço numa marcha bem mais moderada desfrutando, calmamente, do passeio, o que me dá um gosto tremendo. Aliás, aconselho vivamente o mesmo a toda a gente, pois o dia acaba sempre melhor”

O Paulo Amaro é o nosso Mãozinhas com mais destreza e, apesar de ser o cota do grupo, desloca-se para o trabalho em bicicleta desde a quota mais baixa à quota mais alta de Lisboa. Veja como na entrevista que deu ao último Notícias do Parque.

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Amanhã o Mãozinhas vai estar debaixo da pala

Amanhã, terça-feira, 1 de Outubro, é de dia de Cicloficina, e a previsão é de chuva.

Vamos aproveitar a oportunidade e dar uso à Pala do Pavilhão de Portugal.

Não tenham medo da chuva. Vão ver que os pingos até sabem bem!

O encontro é entre as 18:30 e as 21:30.

Programas Políticos: Mobilidade – JF de Moscavide e Portela

Moscavide

As eleições nesta “nova” freguesia do concelho de Loures esperam-se especialmente disputadas, com os atuais Presidentes de Junta da Portela (PSD) e de Moscavide (PS) a liderarem as candidaturas dos dois maiores partidos. A CDU apresenta uma forte candidatura a uma Câmara que perdeu em 2001 e também foi possível obter o programa da sua candidata à JF de Moscavide e Portela. Infelizmente não foi possível obter informação relativa às restantes candidaturas.

Por ordem alfabética, copiamos o que dizem em matéria de transportes e mobilidade. Apenas uma menciona preocupações em relação à mobilidade em bicicleta.

CDU – Coligação Democrática Unitária

As pessoas de Moscavide, principalmente da Portela, têm direito a melhores acessibilidades e serviços de transportes públicos. Não podemos deixar que as empresas transportadoras, encostadas à boleia da passagem do metro em Moscavide, retirem ou diminuam serviços, deixando estas populações em piores condições de mobilidade. Empenhar-nos-emos junto das entidades responsáveis para que esta situação seja revertida.

PSD – Partido Social Democrata

Espaços verdes cuidados, passadeiras e passeios rebaixados, melhoria de equipamentos urbanos e preocupação com o embelezamento e estética urbana. Queremos uma freguesia atractiva e onde a qualidade urbana seja de referência.

PS – Partido Socialista

Criar uma ciclovia e e colocação de estruturas de parqueamento de bicicletas

Acompanhar a implementação do projeto de mobilidade e acessibilidades

Requalificar o espaço de estacionamento junto às torres da Cooplar

Reforçar a iluminação junto das passadeiras de peões