Opções para transportar crianças de bicicleta

Transportar Crianças - Chegada à Escola

A bicicleta é um excelente veículo para transportar crianças pequenas, seja diariamente para a escola, ou nas aventuras em família ao fim-de-semana. Neste artigo analisamos algumas das opções mais comuns, indicando as suas vantagens e desvantagens. Fizemos ainda um inquérito, cujas respostas ajudaram à elaboração deste artigo.


Cadeiras – Traseira e Frontal

Transportar Crianças - cadeiras

Esta é a opção mais comum para transportar crianças. É a mais simples, barata e também usada em combinação com as outras opções.

Vantagens:

  • Simplicidade.
  • Comunicação com as crianças (especialmente no caso da cadeira frontal).
  • factor “fun” (especialmente no caso da cadeira frontal).
  • Baixo custo.
  • Versatilidade: adaptam-se a quase todas as bicicletas e podem ficar na escola para que o pai/mãe possa seguir viagem para o trabalho sem peso extra.

Desvantagens:

  • Chuva e frio (embora um equipamento impermeável e agasalhos minimizem o problema).
  • Crianças só a partir de 1 ano e até aos 3/4 anos
  • Limite de peso: máximo 22 kg atrás e 16 kg à frente. Existem modelos especiais – Bobike Junior – que permitem levar crianças até aos 35 kilos.
  • Quando a criança adormece a sua cabeça não fica suportada, baloiçando de forma desconfortável.
  • Algumas pessoas queixam-se que a bicicleta fica um pouco instável, mas com a prática regular isso deixa de ser um problema.
  • No caso de cadeiras frontais, convém verificar se toca com os joelhos ao pedalar, obrigando a abrir ligeiramente as pernas e maior cuidado ao manobrar a bicicleta. Existem bicicletas em que isso acontece e outras não, dependendo da geometria. A prática e a distância do percurso influenciam esta potencial desvantagem.


Atrelado

Transportar Crianças - Atrelado

Croozer Kids for 2

Existem vários atrelados, com preços entre os 200€ e os 500€. O valor reflecte a diferença na qualidade, segurança e conforto, pelo que recomendo investir num modelo melhor. O mais comum no meu universo de amigos é o “Croozer Kids for 2”. Pessoalmente tenho um, pelo que sou suspeito, mas considero dos melhores, senão o melhor investimento que fiz nos últimos anos.

Vantagens:

  • Conforto, Segurança e estabilidade: além da estrutura rígida envolvente, mesmo no caso de queda da bicicleta o atrelado mantém-se “sempre em pé”.
  • Protecção do clima (frio e chuva), ideal para o Inverno.
  • Capacidade de carga superior, permite levar duas crianças mais bagagem (até 45 kg no modelo da foto).
  • Versatilidade: adaptam-se a praticamente todas as bicicletas e podem ficar na escola para que o pai/mãe possa seguir viagem para o trabalho sem peso extra. Vêm com duas fixações, para poder ser instalado em duas bicicletas diferentes.
  • Possibilidade de transportar bebés a partir das 4 semanas com um adaptador (depende do modelo), até aos 6/7 anos.
  • Permite que os pequenos durmam durante a viagem, com conforto.

Desvantagens:

  • Comunicação menos imediata com as crianças devido à maior distância.
  • Mais pesado que uma cadeira, pelo que exige mais esforço em passeios longos (nada demais para um adulto em boa forma física).
  • Mais caro que as cadeiras.


Cargo Bike comum – de cauda longa

Transportar Crianças - cargo bike xtracycle

Xtracycle do Gonçalo Pais + cadeira

Alguns modelos mais comuns nas bicicletas de carga de cauda longa são a Yuba Mundo, Yuba Boda Boda, Kona Ute ou Surly Big Dummy. Também muito usado é o kit Xtracycle, uma extensão que se adapta à maioria das bicicletas, convertendo-as em cargo-bikes. Tenho pelo menos 3 amigos muito satisfeitos com as suas Xtracycle.

Vantagens:

  • Versatilidade: uma bicicleta para todo o serviço, apenas ligeiramente mais pesada que uma bicicleta normal.
  • Factor “fun”: é como andar numa “limousine descapotável”, mas ainda mais exclusivo.
  • Boa comunicação.
  • Capacidade de carga: algumas aguentam até 200 kg, haja pernas (ou um motor eléctrico), permitindo levar crianças mais velhas e até adultos, ir às compras, etc.

Desvantagens:

  • Mais pesada que uma bicicleta normal, mas menos que uma bicicleta + atrelado.
  • Chuva e frio (embora um equipamento impermeável e agasalhos minimizem o problema).
  • Crianças só a partir de 1 ano (em cadeira).
  • Desconfortável se a criança adormece.
  • Preço: uma bicicleta de carga é mais cara que uma normal, mas ao mesmo nível duma bicicleta + atrelado.


Cargo Bike – com área frontal

Transportar Crianças - Bakfiets Cargo Bike

O João Bernardino andou uns tempos com uma Bakfiets emprestada da Cenas a Pedal

Os modelos mais comuns são a Gazelle Cabby, Bakfiets e Babboe.

Vantagens:

  • Segurança e conforto para as crianças.
  • Protecção do clima.
  • Capacidade de carga superior – permite levar até 4 crianças (dependendo do modelo) ou 2 crianças mais carga, mochilas, etc.
  • Possibilidade de colocar com segurança um “ovo” para transporte de bebé;
  • Factor “fun”, com visibilidade total da rua para as crianças.
  • Facilidade de comunicação.

Desvantagens:

  • Versatilidade e Peso: depois de entregues as crianças na escola, ficamos com uma bicicleta demasiado pesada e pouco ágil nos percursos com inclinações.
  • Preço: a opção mais cara de todas.

Conclusão

Inquerito Trasnportar Criancas Resumo

Resumo das respostas ao inquérito

Não existe uma única solução, mas várias, dependendo dos percursos a ser feitos, da bolsa de cada um, do tamanho/peso das crianças, do clima. Muitos dos que responderam ao inquérito usam várias combinações: cadeira + atrelado, cadeira + bicicleta de carga de cauda longa. Combinações essas que podem mudar ao longo do ano (atrelado nos dias de chuva e frio e cadeira nos dias mais amenos).

O ideal será mesmo investir em várias opções. Eu comecei com uma cadeira e mais tarde complementei com um atrelado, quando nasceu o meu segundo filho. Para quem possa fazer confusão gastar 500€ num atrelado, 1000€ numa bicicleta de carga ou 1600€ numa Gazelle Cabby, imagine aqueles extras dum normal carro (vidros eléctricos traseiros, tecto de abrir, A/C electrónico, etc.) que custam bem mais do que isso. Uma família com vários carros, pode reduzir a “frota automóvel” a uma unidade e comprar facilmente todas estas bicicletas, sobrando ainda milhares de euros todos os anos para coisas mais importantes.

Na dúvida, experimente sempre através de algum amigo ou conhecido, que com certeza terá todo o gosto em lhe deixar dar umas voltas com os seus filhos.

Transportar crianças de bicicleta exige algum investimento, de tempo e dinheiro, com a certeza de que será altamente recompensado por essa decisão. Começar é o mais difícil, mas a evolução é progressiva e a prática continua transforma qualquer desafio físico num imenso prazer ao longo do tempo. Com um outro bónus: quem tem filhos sabe bem que sobra pouco tempo para a prática regular de exercício, numa altura em que o nosso corpo mais precisa. Transportar os nossos filhos de bicicleta no dia-a-dia melhora a qualidade de vida: a sua, a deles e a de todos os outros seres vivos do planeta.

A Cicloficina do Oriente está à disposição para prestar um aconselhamento mais personalizado aos pais que queiram percorrer este caminho.

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Passagens para Velocípedes

Passagem para velocípedes na Alameda dos Oceanos, perto da Torre Galp. Existe uma "ciclovia" sinalizada por taxas no chão, que continua assim por mais uns metros do lado oposto da rua, até uma ciclovia a sério, com tapete vermelho liso (pouco perceptível nesta imagem).

Passagem para velocípedes na Alameda dos Oceanos, perto da Torre Galp. Existe uma “ciclovia” sinalizada por taxas no chão, que continua assim por mais uns metros do lado oposto da rua, até uma ciclovia a sério, com tapete vermelho liso (pouco perceptível nesta imagem).

Com a entrada em vigor do novo Código da Estrada (CdE) em 1 de Janeiro de 2014, uma das novidade introduzidas foram as passagens para velocípedes, em harmonia com os códigos de outros países.

Apesar do novo CdE já estar em vigor há mais de um ano, esta situação específica parece-me das mais ignoradas pela generalidade dos condutores. Acresce que a freguesia do Parque das Nações e dos Olivais têm bastantes passagens para velocípedes sinalizadas, pelo que achei pertinente alertar e dar a conhecer através deste artigo.

Artigo 32.º
Cedência de passagem a certos veículos
3 – Os condutores devem ceder passagem aos velocípedes que atravessem as faixas de rodagem nas passagens assinaladas.
5 – Os condutores de velocípedes a que se refere o n.º 3 não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respetiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.
7 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600.

 

Artigo 103.º
Cuidados a observar pelos condutores
1 – Ao aproximar-se de uma passagem de peões ou velocípedes assinalada, em que a circulação de veículos está regulada por sinalização luminosa, o condutor, mesmo que a sinalização lhe permita avançar, deve deixar passar os peões ou os velocípedes que já tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.
2 – Ao aproximar-se de uma passagem de peões ou velocípedes, junto da qual a circulação de veículos não está regulada nem por sinalização luminosa nem por agente, o condutor deve reduzir a velocidade e, se necessário, parar para deixar passar os peões ou velocípedes que já tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.
3 – Ao mudar de direção, o condutor, mesmo não existindo passagem assinalada para a travessia de peões ou velocípedes, deve reduzir a sua velocidade e, se necessário, parar a fim de deixar passar os peões ou velocípedes que estejam a atravessar a faixa de rodagem da via em que vai entrar.

4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600.

Estas passagens estão assinaladas na sequência de ciclovias que cruzam as faixas de rodagem. Só na zona sul do Parque das Nações existem seis passagens deste tipo assinaladas. Normalmente estão junto a passadeiras para peões, mas podem estar sozinhas.

O CdE é bastante explícito e claro no seu texto. O condutor ao aproximar-se duma passagem de peões ou velocípedes deve reduzir a velocidade. Isto é logo a primeira regra infringida pela generalidade dos condutores de veículos motorizados. Se os condutores não reduzem a velocidade com antecedência, dando-lhes tempo para observar a aproximação de peões e velocípedes, estão a comprometer o cumprimento do nº 5 do artigo 32º, alargando exponencialmente o espaço de travagem. Além de que as ruas são frequentadas por crianças e idosos, que não tem a capacidade dum adulto saudável para avaliar a velocidade dum veículo. Esta imposição aos condutores é reforçada pelo artigo 25º:

Artigo 25.º
Velocidade moderada
1 – Sem prejuízo dos limites máximos de velocidade fixados, o condutor deve moderar especialmente a velocidade:
a) À aproximação de passagens assinaladas na faixa de rodagem para a travessia de peões e ou velocípedes;
(…)

Todos os dias utilizo a passagem de velocípedes que atravessa a Alameda dos Oceanos, junto à “Torre Galp”, no seguimento da ciclovia que passa em frente à escola EBPN, quando acompanho ou transporto os meus filhos de bicicleta. Para além dos excessos de velocidade aqui praticados, que já resultaram em atropelamentos de peões nas passadeiras e embates entre veículos, já fui confrontado por alguns condutores: alheios à sua condução ilegal e perigosa, agravam a sua ignorância indicando-me que tenho de desmontar da bicicleta para atravessar. Espero que alguns deles leiam este artigo e corrijam a sua postura.

Mesmo se tratando de duas bicicletas – uma a circular na faixa de rodagem e a outra a utilizar a passagem de velocípedes – a primeira deve ceder passagem à segunda, como qualquer outro veículo.

Também é válido que o condutor de bicicleta que circula na ciclovia e atravessa a faixa de rodagem, não pode invadir a passagem de peões, mas sim utilizar a passagem para velocípedes.

Outras considerações importantes e geralmente ignoradas

A maior parte dos condutores desconhece que ao mudarem de direcção, estão obrigados a ceder passagem a quem esteja a atravessar a faixa de rodagem da via que estão a entrar, mesmo que não exista passagem sinalizada (103º, Nº 3).

E numa passagem de peões/velocípedes regulada por sinalização luminosa, mesmo que esteja verde para os veículos que circulam na faixa de rodagem, estes devem ceder passagem aos peões e velocípedes que já tenham iniciado a travessia.

Melhorias a introduzir

A bicicleta, como veículo especial que é, pode circular na faixa de rodagem juntamente com os outros veículos, mas também em faixas próprias (ciclovias) que aparentemente garantem mais segurança aos seus utilizadores. Esta falsa sensação de segurança é precisamente comprometida pelo mau desenho das intersecções com a faixa de rodagem, pelo que há aqui trabalho a fazer por parte das autoridades competentes.

Apesar desta evolução no CdE, não me parece suficiente a mera sinalização no chão. A sobrelevação das passagens de peões e de velocípedes, uma marcação no chão mais visível e sinais verticais (ver imagem em baixo), reforçariam a segurança dos mais vulneráveis. Sabendo o trágico historial de atropelamentos em passadeiras, é pouco compreensível a morosidade das autoridades responsáveis em tomar medidas concretas que salvam vidas. Com um número de vítimas bastante superior a qualquer ameaça terrorista ou de saúde pública, não se percebe porque não actuam com a mesma prontidão e resolução para combater a “insegurança rodoviária”. Uma realidade que faz parte das nossas rotinas diárias, a mobilidade, quer seja a pé, de bicicleta, de transporte público ou de carro, deve ter um tratamento tão ou mais sério que ameaças esporádicas, com uma “visão de zero vítimas”.

Imagens

Antes e depois da introdução da passagem para velocípedes em frente à escola EBPN, no seguimento da ciclovia que continua para Santa Apolónia.

ANTES: passagem de peões em frente à EBPN

ANTES: passagem de peões em frente à Escola Básica Parque das Nações (EBPN)

DEPOIS: passagem de peões e de velocípedes

DEPOIS: a mesma passagem de peões, complementada com passagem de velocípedes em frente à EBPN. A ciclovia perde-se no pavimento um metro antes da passagem (não aparece na imagem) e retoma do outro lado, à mesma distância (visível na imagem).

Passagem para velocípedes na Alameda dos Oceanos, perto da Torre Galp. Atravessada diariamente pelas crianças que vão a pé e de bicicleta para as duas escolas do outro lado da via. Em virtude das excessivas velocidades praticadas pelos condutores de veículos motorizados, dos atropelamentos e embates já ocorridos e da insegurança e consequente perca de liberdade, não se percebe como a CML ainda não introduziu medidas para evitar mais tragédias: passagens sobreelevadas, redução do limite de velocidade para 30 km/h (logo após a passagem o limite passa para 20 kmh, por causa do piso em empedrado). Acresce que aqui foi instalada recentemente uma bem-vinda paragem do 728, que reforça esta necessidade. Afinal estamos a falar de vidas humanas, onde predominam as crianças, cujas capacidades de avaliar a velocidade dum carro e de corresponder aos procedimentos, não estão ao nível dum adulto saudável. Não se vê na imagem, mas existe uma "ciclovia" sinalizada por taxas no chão, que continua assim por mais uns metros do lado oposto da rua até uma ciclovia a sério, com tapete vermelho liso (pouco perceptível nesta imagem).

Passagem para velocípedes na Alameda dos Oceanos, perto da Torre Galp. Atravessada diariamente pelas crianças que vão a pé e de bicicleta para as duas escolas do outro lado da via. Em virtude das excessivas velocidades praticadas pelos condutores de veículos motorizados, dos atropelamentos e embates já ocorridos e da insegurança e consequente perca de liberdade, não se percebe como a CML ainda não introduziu medidas para evitar mais tragédias: passagens sobreelevadas, redução do limite de velocidade para 30 km/h (logo após a passagem o limite passa para 20 kmh, por causa do piso em empedrado). Acresce que aqui foi instalada recentemente uma bem-vinda paragem do 728, que reforça esta necessidade. Afinal estamos a falar de vidas humanas, onde predominam as crianças, cujas capacidades de avaliar a velocidade dum carro e de corresponder aos procedimentos, não estão ao nível dum adulto saudável. Não se vê na imagem, mas existe uma “ciclovia” sinalizada por taxas no chão, que continua assim por mais uns metros do lado oposto da rua até uma ciclovia a sério, com tapete vermelho liso (pouco perceptível nesta imagem).

passadeira bicicletas

Outra passagem para velocípedes na Rua dos Cruzados, na sequência da “ciclovia” marcada com taxas no chão. É normal ver carros estacionados ilegalmente a impedir a passagem e tapando a visibilidade da passagem de peões.

Mapa das passagens para velocípedes existentes na zona sul do Parque das Nações

Mapa das passagens para velocípedes existentes na zona sul do Parque das Nações.

Passagem para velocípedes na freguesia dos Olivais, reforçada por um sinal de alerta da presença deste veículo, curiosamente numa rua sem saída, praticamente sem tráfego, onde os raros automóveis que aqui circulam o fazem a muito baixa velocidade, para estacionar junto à residência. Estas opções fazem-nos questionar se existe alguma perversidade nos responsáveis pela sua implementação. Ou estarão apenas a deixar pistas que possamos usar como argumento para instalar noutras localizações mais pertinentes?

Passagem para velocípedes na freguesia dos Olivais, reforçada por um sinal de alerta da presença deste veículo. Curiosamente numa rua sem saída, praticamente sem tráfego, onde os raros automóveis que aqui circulam o fazem a muito baixa velocidade, para estacionar junto à residência. Estas opções fazem-nos questionar se existe alguma perversidade ou sentido de humor negro nos responsáveis pela sua implementação… ou estarão apenas a deixar “pistas” que possamos usar como argumento para instalar noutras localizações mais pertinentes…?

PASSAGEM PARA CICLISTAS M10

Passagem para velocípedes prevista no Regulamento de Sinais de Trânsito.

Exemplos de passagens para velocípedes na Holanda, mais bem demarcadas.

Links úteis:

Programas Políticos: Mobilidade – JF de Moscavide e Portela

Moscavide

As eleições nesta “nova” freguesia do concelho de Loures esperam-se especialmente disputadas, com os atuais Presidentes de Junta da Portela (PSD) e de Moscavide (PS) a liderarem as candidaturas dos dois maiores partidos. A CDU apresenta uma forte candidatura a uma Câmara que perdeu em 2001 e também foi possível obter o programa da sua candidata à JF de Moscavide e Portela. Infelizmente não foi possível obter informação relativa às restantes candidaturas.

Por ordem alfabética, copiamos o que dizem em matéria de transportes e mobilidade. Apenas uma menciona preocupações em relação à mobilidade em bicicleta.

CDU – Coligação Democrática Unitária

As pessoas de Moscavide, principalmente da Portela, têm direito a melhores acessibilidades e serviços de transportes públicos. Não podemos deixar que as empresas transportadoras, encostadas à boleia da passagem do metro em Moscavide, retirem ou diminuam serviços, deixando estas populações em piores condições de mobilidade. Empenhar-nos-emos junto das entidades responsáveis para que esta situação seja revertida.

PSD – Partido Social Democrata

Espaços verdes cuidados, passadeiras e passeios rebaixados, melhoria de equipamentos urbanos e preocupação com o embelezamento e estética urbana. Queremos uma freguesia atractiva e onde a qualidade urbana seja de referência.

PS – Partido Socialista

Criar uma ciclovia e e colocação de estruturas de parqueamento de bicicletas

Acompanhar a implementação do projeto de mobilidade e acessibilidades

Requalificar o espaço de estacionamento junto às torres da Cooplar

Reforçar a iluminação junto das passadeiras de peões

Programas Políticos: Mobilidade – JF do Parque das Nações

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A Cicloficina do Oriente compilou a informação contida nos programas das candidaturas à recém-criada Junta de Freguesia do Parque das Nações, na área de mobilidade e acessibilidades. Encontrámos informação em todas as candidaturas.

O foco dos programas varia muito, entre aqueles que propõem um conjunto alargado de medidas de promoção de formas de mobilidade sustentáveis (incluindo a bicicleta), e outros que privilegiam claramente o automóvel, mesmo quando isso implica mais degradação do usufruto do espaço público pelas pessoas.

BE – Bloco de Esquerda

Na área da Mobilidade e Transportes, na nossa freguesia queremos a optimização do número de autocarros que servem a freguesia, diminuindo tempo de espera e prolongando horários em certos períodos/eventos. Corredores para bicicletas, em especial nas artérias perpendiculares ao rio, para permitir o acesso dos moradores às zonas ribeirinhas, em segurança, diminuindo o impacto do uso do automóvel, e contribuindo para a ampliação da rede de ciclovias e programa de bicicletas partilhadas na autarquia.

Fonte: Notícias do Parque

PNPN – Parque das Nações Por Nós

A nossa Visão

O conceito de mobilidade sustentável pressupõe que os cidadãos disponham de condições e escolhas de acessibilidade e mobilidade que lhes proporcionem deslocações seguras, confortáveis, com tempos aceitáveis e custos acessíveis. Implica,  ainda, que a sua mobilidade se exerça com eficiência energética e reduzidos impactos ambientais.

Dispondo o Parque das Nações de 6km de zona ribeirinha, é importante promover a  “Libertação da Via da Água” através da facilitação do acesso público ao estuário e da dinamização do transporte regular e não regular entre os diferentes locais ribeirinhos, com o Parque das Nações como porto de escala de “Lisboa a oriente”. O objetivo é permitir aos moradores, empresas e visitantes a escolha da Via da Água, em alternativa à Via Terrestre, sempre que essa for a solução mais adequada no seu programa de transporte na Cidade ou entre margens.

No que respeita à mobilidade suave, existe hoje em dia um consenso ao nível dos países desenvolvidos sobre a importância da mobilidade em bicicleta e pedonal. As cidades e bairros com maiores índices de desenvolvimento comercial, imobiliário, turístico, empresarial, segurança, saúde e fortes relações comunitárias são aqueles que adotaram estratégias de devolução do espaço público às pessoas.

A implementação de políticas que visem estes objetivos pressupõe a aplicação quer de novos e harmonizados conceitos, instrumentos e técnicas, quer também, a passagem do discurso à ação no terreno. Mas acima de tudo é imperativo conquistar a sociedade civil para uma nova cultura de mobilidade. Este desafio pressupõe uma profunda alteração comportamental a nível do cidadão individual, de grupos de cidadãos, de empresas, instituições e a adesão coletiva a propostas e políticas em favor de uma mobilidade sustentável.

No âmbito da Segurança, o policiamento geral e particularmente o de proximidade é, efetivamente fundamental para garantir a tranquilidade, confiança e a segurança urbana, pelo que o papel da PSP e da GNR é preponderante. Apesar de as polícias estarem sob tutela do Governo Central, é possível, ao nível de uma junta de freguesia, encontrar fórmulas de parceria que vão ao encontro das espectativas das pessoas, muitas vezes através de boas práticas que podem entrar no seu dia-a-dia.

O nosso Compromisso

1. Mobilidade sustentável dos cidadãos

É uma das principais prioridades da nossa política para o Parque das Nações.

Iremos dar ênfase à redução da sinistralidade, à valorização do transporte público, ao condicionamento gradual do trânsito automóvel.

1. Carreira “Voltinhas”: Criaremos uma carreira com veículos elétricos, de marca local, com circuito do extremo da zona norte à estação do Oriente; do extremo da Zona Sul à estação do Oriente e da zona poente à estação do Oriente, em circulação contínua. Custos sustentados por publicidade de empresas locais, colocada no exterior dos veículos.

2. Passagens de peões: Estudaremos com a Câmara Municipal de Lisboa a visibilidade e segurança das passagens de peões, e solicitaremos a instalação de iluminação específica e de placas de sinalização, com a instalação de delineadores LED.

3. Semáforos controlo velocidade: Prosseguiremos com a instalação de semáforos, visando o controlo do excesso de velocidade e a facilitação do atravessamento de peões, interligando o sistema na rede geral de semáforos da cidade de Lisboa.

4. Rotundas Av. D. João II: Proporemos a remodelação das atuais rotundas da Av. D. João II” tornando-as mais fluentes e menos perigosas.

5. Intermodalidade: Facilitaremos a intermodalidade entre os diversos meios de transporte públicos e privados, nomeadamente, entre os parques de estacionamento periféricos à freguesia, que devem ser gratuitos e assim diminuir a quantidade de viaturas a circular.

6. Abrigos para passageiros: Alargaremos a rede de abrigos de passageiros, e resolveremos os problemas das poças de água, de forma a melhorar o conforto dos utentes dos transportes públicos, incentivando a sua utilização.

7. Requalificação de ruas e avenidas: Proporemos à Câmara Municipal de Lisboa a requalificação de ruas e avenidas problemáticas, de forma a eliminar acidentes, pela introdução de medidas de acalmia do tráfego, designadamente, através da construção de novos, passeios, de novas passadeiras e da instalação de semáforos.

8. Painéis informativos eletrónicos: Instalaremos painéis informativos eletrónicos nos principais acessos ao Parque das Nações para que aqueles que nos visitam se sintam bem recebidos.

9. Pessoas com mobilidade reduzida: Proporemos a supressão de barreiras que existem na circulação das pessoas com mobilidade reduzida, nos edifícios e espaços públicos.

10. Estacionamentos para residentes: Negociaremos com a Câmara Municipal de Lisboa / EMEL soluções especiais de gestão dos estacionamentos para todas as zonas residenciais – Norte / Sul e Poente.

11. Carreiras Carris: Estudaremos com a Carris a criação e ou alteração das atuais carreiras de modo a servirem as principais artérias.

12. Rede pública Mobi.e: Preservaremos e manteremos a sinalização adequada em todos os Postos de carregamento de veículos elétricos, já instalados, dando plena visibilidade a esta mais-valia para a Freguesia.

13. Freguesias vizinhas: Estudaremos os acessos às freguesias vizinhas no sentido de melhorar os acessos das vias sobre a sua responsabilidade, ao Parque das Nações.

2. Mobilidade em Bicicleta no Parque das Nações

Trabalharemos em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa para a criação de um plano integrado de intervenção para a Mobilidade em bicicleta no Parque das Nações, ao nível de:

1. Ciclovias:

• Completar, corrigir e melhorar a Rede Ciclável, através de Vias Partilhadas e Ciclovias;

• Resolver o problema da circulação de bicicletas em locais não adaptados, e perigosos para peões, reencaminhando as bicicletas para canais adequados ou limitando a sua velocidade.

2. Estacionamento para bicicletas: Instalar uma rede de estacionamento segura para bicicletas, com prioridade para a Gare do Oriente para que o modo “bicicleta + transporte” público se torne rapidamente viável para residentes e trabalhadores.

3. Rede de bicicletas partilhadas: Estudar a possibilidade de implementação de uma rede de Bicicletas Partilhadas no Parque das Nações, seguindo exemplos de sucesso em todo o mundo.

4. Formação:

• Promover ações de formação comportamental sobre a utilização da bicicleta em meio urbano (em particular no Parque das Nações) para adultos e crianças;

• Fazer campanhas de informação/sensibilização sobre a utilização da bicicleta no Parque das Nações.

5. Apoio a iniciativas comunitárias: Catalisar a promoção da mobilidade suave e sustentável através do apoio a iniciativas comunitárias (Cicloficina do Oriente, passeios em bicicleta e outras) e procurar incluir o Parque das Nações em iniciativas de demonstração nacionais e europeias.

3. Estacionamentos

Faremos um estudo exaustivo sobre a atual oferta de estacionamentos e sua localização face às necessidades. O objetivo é criar uma resposta adequada sem prejudicar o tráfego pedonal e/ou espaços verdes.

4. Transporte fluvial não regular

Apoiaremos as entidades que lutam pela “Libertação da Via da Água”, promovendo um regime de Transporte fluvial não regular que proporcione opções de transporte ocasional, como sejam, os Táxis Marítimos, suportados em Lanchas ou nas Embarcações Típicas do Tejo (as gôndolas do nosso estuário) no contexto de uma atividade de inegável interesse turístico. Nesse sentido, a dotação estratégica ou melhoria de algumas rampas de acesso, como é o caso da Rampa do Trancão, o estabelecimento, melhoria e simplificação dos locais de acostagem, são exemplos de intervenções que contribuem para facilitar a ligação entre a Via Terrestre e a Via da Água, e que serão fundamentais para a dinamização de atividades de lazer de transporte, de turismo e, por outro lado, potenciadoras da Economia do Mar.

CDU – Coligação Democrática Unitária

Segurança, mobilidade e ambiente:

1. Articulação com a PSP, identificando as necessidades de intervenção para um policiamento de proximidade;

2. Garantir a intervenção eficaz e atempada nas áreas sob jurisdição municipal, nomeadamente a manutenção dos grandes Espaços Verdes, dos principais eixos viários e da iluminação pública;

3. Estudar com a Carris, a criação de uma carreira circular que percorra toda a Freguesia.

Quinta das Laranjeiras, Casal dos Machados, Bairro do Oriente, Estrada de Moscavide, Rua Conselheiro Lopo Vaz

1. Arranjo do acesso pedonal destes bairros à Gare do Oriente;

2. Ordenamento do estacionamento que garanta lugar para os moradores.

PSD – Partido Social Democrata

Mobilidade

Efetuámos levantamento das carências de estacionamento e dificuldades de circulação ou de travessias pedonais, de modo a propor soluções, a articular coma vereação municipal da Mobilidade e com a EMEL, que respeitando as devidas regras de segurança, contribuam para facilitar e melhorar a comodidade do tráfego viário.

• Afinar a cadência dos semáforos na Av. D. João II que não foram instalados em simultâneo e reformular o tráfego automóvel na Rotunda da Portela, adaptando apenas um foco semafórico extra.

• Abrir travessia pedonal das pontes suspensas entre o CC Vasco da Gama e a Gare do Oriente, retirando tráfego pedestre da Praça do Oriente.

• Avançar com o projeto de via adicional e estacionamento regulado na zona do Edifício Ecrã (Alameda dos Oceanos e R. Sinais de Fogo) e criar estacionamento em espinha na R. Nova dos Mercadores junto à EBI Parque das Nações.

• Regularização do estacionamento e devida requalificação dos passeios e vias públicas na Rua do Conselheiro Lopo Vaz.

• Defender que os pavimentos devem ser tão lisos e regulares com as ciclovias e colocar como premente, a reparação de buracos, de irregularidades e desníveis na via pública.

• Sugerimos que provisoriamente até à construção do Centro de Saúde, o lote vago seja utilizado como zona de estacionamento afeta à EBI Vasco da Gama permitindo normalizar o tráfego junto à escola em horas de ponta escolar.

• Melhorar a segurança na Alameda dos Oceanos (inicia na Matinha e termina na via do Oriente) acrescentar colocação de passadeiras elevadas para aumentar a segurança dos peões, e assegurar a travessia de crianças junto às escola.

• Facilitar o acesso rodoviário à rua da Centieira a quem circule no sentido ascendente da Av. de Pádua, uma alteração simples e económica que permite poupança de tempo e de combustível.

• Asfaltar o Passeio dos Heróis do Mar, após terminar a obra de construção da Igreja.

• Repor a vedação metálica que separa as faixas de trânsito na rua João Pinto Ribeiro (acesso pela praça José Queirós), vandalizada com o propósito único de atravessar indevidamente a via.

• Substituir lombas ruidosas por sistema de vanguarda que mantém regras de segurança e instalar passadeiras elevadas.

PS – Partido Socialista

(devido à extensão deste programa, colocámos apenas os pontos principais. Os pontos mais detalhados poderão ser encontrados aqui)

Mobilidade, Estacionamento, Transportes e Acessibilidades

A candidatura do PS à Junta de Freguesia do Parque das Nações, terá uma atenção redobrada em relação a estes temas extremamente importantes para o bom funcionamento da Nossa Freguesia;

Nesse sentido, consideramos essencial o seguinte:

A política a desenvolver neste âmbito, é a da procura de “Mais Vida com Menos Carros”, cujo objetivo é procurar melhorar a qualidade do ar, a segurança na passagem de peões e a qualidade do ambiente urbano, sem comprometer as necessidades de desenvolvimento, de forma sustentável, dos diferentes espaços da Freguesia. Pretende-se que algumas ruas passem a funcionar apenas com vias de acesso local e estacionamento, o que poderá permitir uma maior continuidade do espaço pedonal, a redução do número de acidentes e a melhoria da qualidade do ar, através da redução das emissões poluentes. Só assim se poderá dizer que com menos carros e mais pessoas, há mais espaço para todos;

Apostar na “Requalificação, Conservação, Manutenção” das diversas Ruas,

  • Avenidas, Rotundas e Logradouros públicos, da Freguesia, com a finalidade da mobilidade poder desenvolver-se de forma simples e em segurança. (…)

  • Defender a “Conclusão do Desnivelamento” da Av.ª Infante D. Henrique para a Av.ª Marechal Gomes da Costa, de forma a serem melhorados os acessos à Zona Sul do Parque das Nações;

  • Promover a conservação e atualização da “Sinalização Vertical Viária Informativa” (…)

  • Proceder a reformulação e retificação da “Sinalização Vertical Viária”, sempre que necessário, em diversos locais (…)

  • Propor a reordenação da colocação de diversas “Passagens de Peões”, que se encontrem desajustadas, em função das necessidades de circulação e de segurança, dos peões e viaturas, bem como, da sua colocação em áreas onde não existam e sejam necessárias (…)

  • Implementar e impulsionar o projeto os “Verdinhos”, junto das escolas, de forma a ser criada maior segurança no acesso dos alunos, através do patrulhamento das passadeiras com voluntários reformados (Banco de Horas);

  • Defender a colocação de “Sinalização Luminosa”, no solo e na respetiva sinalização vertical, em todas as passagens de peões da Freguesia, de forma a criar uma maior segurança aos peões e também aos automobilistas, nos períodos de menor visibilidade. No caso do período noturno, serão alimentadas através de energia solar;

  • Resolver o “Problema de Estacionamento”, onde a utilização possa ser feita pelos residentes (…)

  • Diligenciar para que o “Projeto de Execução para a Criação de 48 Lugares de Estacionamento”, em Espinha, na Rua Gaivotas do Tejo, junto à Escola JI e EB1 do Parque das Nações, aprovado anteriormente pela Parque Expo, seja construído com a maior celeridade possível pela CML, de forma a facilitar, sobretudo após a construção da 2ª Fase desta Escola, a paragem das viaturas dos pais dos alunos à entrada e à saída das aulas;

  • Defender a colocação de “Semáforos, com Controlo de Velocidade” nas vias de comunicação de maior incidência de circulação viária da Freguesia (…);

  • Proceder à colocação de “Câmaras de Videovigilância junto dos Semáforos”, de forma a garantir o registo e posterior identificação dos veículos, pelas autoridades, que sejam desrespeitadores da sinalização luminosa, funcionando assim como agentes dissuasores pelo não cumprimento da sinalização e, simultaneamente, serem evitados acidentes que, para além dos prejuízos materiais e eventuais consequências físicas que possam resultar, são geradores de transtorno no normal fluxo de trânsito da Freguesia;

  • Proceder ao ajustamento dos “Temporizadores” de tempo dos “Semáforos”, existentes nas diversas áreas da Freguesia, de acordo com os maiores ou menores fluxos de trânsito verificado ao longo do dia, bem como, defender a colocação de mais semáforos em outras zonas, consoante a necessidade da sua colocação. Será uma das prioridades desta candidatura, por forma a serem resolvidos alguns problemas de circulação e de segurança;

  • Proceder à colocação de “Lombas Redutoras de Velocidade” em algumas vias principais de circulação, devido à velocidade praticada por alguns automobilistas, onde não seja viável a colocação “Semáforos, com Controlo de Velocidade”. Este tipo de colocação será defendida por esta Candidatura, nas zonas residenciais, apenas se houver manifesta vontade e interesse dos seus residentes;

  • Limitar a “Velocidade de Circulação de Viaturas nas zonas residenciais a 30 km/h”, no âmbito do programa “Bairros Zona 30” da CML;

  • Proceder à colocação de “Espelhos Convexos” (Esféricos) em Ruas e Cruzamentos, onde a visibilidade, para a circulação de viaturas, seja reduzida, funcionando como que “Espelhos Retrovisores” e assim aumentar a segurança à circulação dos automobilistas;

  • Defender a “Igualdade de Tratamento” em relação aos “Transportes Públicos”, nomeadamente, no que diz respeito a passes, a táxis, ao metro e à carris, bem como, lutar pela “Melhoria” e “Alargamento” do serviço de Transportes Públicos que serve a Nossa Freguesia;

  • Defender a criação de uma “Linha de Transporte Pendular” ao longo do eixo central da Freguesia, constituído pela Alameda dos Oceanos e a Via do Oriente (…)

  • Proceder à “Correção da Localização de Algumas Paragens de Autocarros” (…)

  • Proceder, em relação à Acessibilidade das pessoas que apresentem deficiências ou mobilidade reduzida:

    • À “Harmonização da Mobilidade”, através da adaptação dos passeios, passagens de peões, estacionamentos e demais situações que se constituam barreiras à sua mobilidade, em todas as partes da Freguesia, através da eliminação dos obstáculos e assim proporcionar a sua participação em todas as atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, ou seja, permitir-lhes o convívio social, no seu ir e vir;

    • À “Adaptação das Escolas e demais Instalações Públicas”, junto das entidades competentes, a com a eliminação dos obstáculos à mobilidade de forma permitir o seu acesso sem barreiras;

  • Defender o “Desenvolvimento de uma Rede Ciclável” de forma segura e cómoda (integrada na Rede de Ciclovias de Lisboa), ligando as áreas fundamentais da Freguesia: zonas residenciais, mistas e serviços, áreas verdes de recreio e lazer, e ainda a frente ribeirinha, com vista à promoção do uso da bicicleta, sobretudo nas deslocações curtas, em detrimento da utilização dos combustíveis fósseis, mediante a utilização dos veículos a motor e, assim, contribuir para a melhoria da qualidade do ambiente, pela redução da poluição e acalmia do trânsito, e da economia;

  • Promover o “Desenvolvimento de Percursos Pedonais”, em paralelo com o desenvolvimento da rede ciclável e sem “conflitos” com esta, de forma segura e cómoda, ligando as áreas fundamentais da Freguesia (zonas residenciais, mistas e serviços, áreas verdes de recreio e lazer e ainda a frente ribeirinha), de forma a incentivar o desenvolvimento de diversas atividades físicas, por exemplo, caminhadas, corridas, entre outras, e desta forma contribuir para a melhoria da qualidade vida das freguesas e fregueses;

  • Defender a manutenção e reparação das “Passagens Aéreas de Peões” (…)

  • Recuperar o “Passeio Marítimo”, sobretudo na frente ribeirinha, correspondente à zona do aterro sanitário e até ao rio Trancão, onde este se apresenta com alguma degradação;

  • Desenvolver ações de apelo ao cumprimento das “Regras Elementares de Circulação e Estacionamento Automóvel”, mediante ações de sensibilização, com o apoio da PSP, e a colocação de sinalização informativa;

  • Articular com as diversas empresas sediadas na Freguesia “Um Meio Alternativo de Transporte” da Estação do Oriente até às empresas, isto porque, em muitos casos, o transporte público é preterido pelo veículo automóvel devido às dificuldades de transporte existentes entre as empresas e a Estação do Oriente ou Metro de Moscavide;

  • Desenvolver uma “Mobilidade Inteligente e Inclusiva”, através da criação de um conjunto de meios de informação estática e eletrónica, relativa a toda a freguesia e, na complementaridade, à da cidade de Lisboa, de forma a facilitar a mobilidade das pessoas, sobretudo daqueles que nos visitam;

  • O “Reforço da Rede de Transportes” é crucial para o reforço da centralidade do Parque das Nações. Para tanto, defendemos as seguintes medidas: (…)

PPM/PPV/PND – Plataforma de Cidadania Lisboa

Acessibilidades:

• Desatar o nó de entrada para a CRIL que obriga a todos no final das tardes a ficarem parados em fila, quando na estrada vinda da Ponte Vasco da Gama não há movimento

• Criar uma saída para o Parque das Nações, para quem vem da CRIL, sem estar sujeito aos congestionamentos de quem vai para a 2ª circular ou A1 norte

• Recalcetamento da Alameda dos Oceanos que se apresenta degradada em quase toda a sua extensão

• Iluminação das zonas das passadeiras, que estão quase sem luz devido às copas das árvores

• Colocação de semáforos na Alameda dos Oceanos, junto ao Vasco da Gama que permitam articular o atravessamento pedonal da via com a circulação de veículos, muito difícil em especial nos dias de grandes eventos no Pavilhão Atlântico

O que propõem os candidatos às JF sobre Mobilidade?

A Cicloficina do Oriente procurou o que contêm, relativamente a questões de mobilidade, os programas políticos de candidatura às Juntas de Freguesia nestas Eleições Autárquicas de 2013, para um conjunto de Freguesias do Oriente de Lisboa. Nos próximos dois dias iremos publicá-los aqui.

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